O relógio se move quase que imperceptível. Tic, tac... Tic, tac... Tic, tac... Falta pouco mais de um dia, um pouco mais de coragem, um pouco mais de silêncio. O whisky, o cigarro, a máquina que não pára de escrever. Os dedos doem, o medo dói, os nervos doem, a boca dói, a língua mordida sangra e dói, o corpo inteiro submerso. Sinto suas falhas no que esqueço de dizer. Volto aos meus princípios. Era o fim e agora já é um recomeço. Um velho recomeço que sempre traço pelo fim. Esta mesma carta batida, rebatida, marcada pela tinta que escorre entre os dedos. Tanta pressão nas palavras. Pra quê? Pra onde? Pra quem?
(¯` · ._ £¡††£ë ¢¦-¦¡£ð (tentando alçar vôo) _. · ´¯)
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ainda Uma Vez Adeus
Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
Gonçalves Dias
sexta-feira, 18 de março de 2011
Carta ao meu Amor Perdido:
Sinto falta de quando estava presente na tua vida, no teu dia a dia.
Sinto falta de te apoiar, de te falar e claro sinto falta de estar contigo, de te beijar.
Quero que sejas feliz.
Adoraria que fosse ao meu lado, mas talvez não te possa essa felicidade proporcionar.
Quero que saibas que sempre te amei e que me arrependo do que fiz. Não é a mesma coisa, mas com o pensamento em ti, em teus olhos, eu te digo com toda a minha força, com toda a minha mente, com todo o meu corpo e com todo o meu coracao: EU TE AMO!!!
Nunca duvides desta afirmação
Fabiana Xavier
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ser feliz é melhor que nada !
Um dia agora
Eu vou sair
Por aí afora
Olhando as coisas
Que conheci
São tantas coisas
Que nunca vi
Vejo as cores
Onde nasci
Eu vou sair
Por aí afora
Olhando as coisas
Que conheci
São tantas coisas
Que nunca vi
Vejo as cores
Onde nasci
Eu vejo o sol
Lá onde eu te vi
Lá onde eu te vi
Diana Pequeno
terça-feira, 15 de março de 2011
Um dia hoje
Um dia agora
Eu vou sair
Por aí afora
Levando a vida
Que vem do mar
Levando a vida
Pra quem chegar
Certas pessoas
Nos são bem caras
Umas pessoas
São coisa rara
Há tanta gente
Que conheci
Há tanta gente
Que nunca vi
A vida é mais do que coisas passadas
E ser feliz é bem melhor que nada
Um dia agora
Eu vou sair
Por aí afora
Levando a vida
Que vem do mar
Levando a vida
Pra quem chegar
Certas pessoas
Nos são bem caras
Umas pessoas
São coisa rara
Há tanta gente
Que conheci
Há tanta gente
Que nunca vi
A vida é mais do que coisas passadas
E ser feliz é bem melhor que nada
Diana Pequeno
segunda-feira, 14 de março de 2011

Perco as ânsias e vontades
Calejada inauguro o enfarto do sorriso da querência
A vida é breve turbulência e carrega nas malas o sexo implícito
Abre as janelas e pulo as ventanias de qualquer amigo
Só para encontrar-te...Só para amar-te
Espolia e possuí o olhar ao navegar-me
Vitória da brisa que leva e trás
Cavalga e veleja, enfrenta os perigos
Será do abrigo um córrego inundado
Acaricia-me uma única vez mais
E derrama seu amor por mim.
Calejada inauguro o enfarto do sorriso da querência
A vida é breve turbulência e carrega nas malas o sexo implícito
Abre as janelas e pulo as ventanias de qualquer amigo
Só para encontrar-te...Só para amar-te
Espolia e possuí o olhar ao navegar-me
Vitória da brisa que leva e trás
Cavalga e veleja, enfrenta os perigos
Será do abrigo um córrego inundado
Acaricia-me uma única vez mais
E derrama seu amor por mim.
Autor Desconhecido
Vivendo este momento ...

Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cairem tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair
Mesmo
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons.
Autor Desconhecido
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons.
Autor Desconhecido
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